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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Os Bonzinhos

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” 
2 Timóteo 3:16

OS BONZINHOS


Ficha pessoal

Nome: Urias
Profissão: Militar
Filiação: Desconhecida

Nacionalidade: Hitita (uma das tribos originais de Canaã). Israelita por “naturalização”

Geração: Davi
Versículos que contam sua história: aproximadamente 30
Exemplo: Positivo
Contexto: Davi era um rei obrigado a vencer diversas guerras para a expansão do território israelita. Precisava de bons soldados, que fossem de confiança. Um deles era Urias. Certa vez, Davi decidiu não ir a guerra, e no ócio causado por isso, acabou adulterando com uma mulher que ele sabia que era esposa de Urias. Agravando a situação e expondo o pecado, Bate-Seba, a esposa, engravida dessa relação. Um dilema para todos.

Moral básica: Do que vale ser “bonzinho”? Havia uma comunidade no Orkut que falava o que acontecia com toda pessoa que tentava ser “boazinha” (impossível aqui transcrever, mas não era bom...). Talvez você tenha ouvido isso muito na sua vida. Pior, talvez você tenha comprovado isso na sua experiência e na vida das pessoas ao redor: “Ser (ou tentar ser) legal, honesto, educado, ‘bom’ ainda vai (ou só vai) te prejudicar”. Urias não fez nada de errado, era o bonzinho da história, o que, na Terra, pode não ser valorizado. Mas aos olhos de Deus, nós, que não somos mais desse mundo, teremos recompensa justa.
           
             Antes de começar eu quero deixar bem claro uma coisa assustadora. Nessa história de pecado só morrem duas pessoas: o marido traído e o bebê inocente.

          O casal adúltero, o comandante militar conivente com assassinato, os colegas soldados omissos, o mensageiro mandado para mentir, ou seja, todo o resto da história ficou bem. Houve até um casamento novo, e muitas vitórias militares subsequentes, a despeito da morte de um dos 37 principais guerreiros do Rei Davi (II Samuel 23:39).

            Esse é o maior legado de Urias na história bíblica. Um homem que morreu em sua inocência, em sua boa índole. Nascido de uma nação Cananéia, em algum momento ele ou seus antepassados adotaram o povo de Israel como seu país. E Urias alcançou grandes honrarias militares, a ponto de ser considerado um dos valentes de Davi. Tudo indica que ele já o conhecia pessoalmente antes do entrelace entre sua esposa e o rei, tamanho era sua patente no exército.

            Falando nesse “entrevero malicioso” entre Davi e Bate-seba, a confusão estava armada ao que se mencionou gravidez. Com Urias a muito tempo fora de casa, só uma traição justificaria esse bebê. Davi sabia que ia sobrar para ele, e tratou de chamar Urias para casa. Fez-se de amigo, e proporcionou-lhe uma licença prêmio dos serviços de guerra. Ele queria que Urias deitasse com sua mulher, e nove meses depois o bebê seria dele. Mas Urias era um homem íntegro, que não se via no direito de receber essa recompensa sem motivo, enquanto seus companheiros sofriam privações no campo de batalha. Até mesmo após Davi embebedá-lo, se recusou a gozar esses benefícios.

            O plano de Davi falhou. Ele se sente completamente acuado. O plano B é um pouco mais cruel. Urias é novamente enganado, e inocentemente carrega sua própria certidão de óbito para o comandante, aquele homem no qual ele pensou solidariamente quando se recusou a ir para casa. Agora esse homem, e os companheiros de Urias, armam o esquema proposto pelo rei para matá-lo. E a vida de Urias acaba, traído pela esposa, pelo rei, pelo comandante, e pelos seus amigos.

            Que belo estímulo para se tornar “bonzinho”, não? Será que o Orkut estava certo? Dependendo do ponto de vista, sim. Eis aqui o mundo onde vivemos, regido pelo seu príncipe, Satanás (João 16:11). Aqui o honesto pode ser o pobre, e o corrupto rico. O cara legal pode ser o zoado, e o superficial adorado. O gentil preterido, e o “reclamão” privilegiado. O traído morto, e o traidor enaltecido. Mas em primeiro lugar: isso não acontece sempre, nem mesmo aqui na Terra, lugar de pecado. Os bonzinhos perdem batalhas, mas muitas vezes vencem guerras. E no meio de tanto mal ao redor, ainda existe muito bem no qual podemos nos escorar, espelhar e regozijar.

            Além daquilo que de nenhuma forma é menos importante: a aprovação de Deus. Ainda que o bonzinho Urias tenha sofrido as agruras de sua vida correta, e até seus imitadores passem o mesmo, há um Deus que observa tudo isso. Uma coisa que poucas pessoas percebem, é que Urias teve uma honraria de Deus na Bíblia que é quase bizarra. Ele aparece na genealogia de Jesus em Mateus 1. Ter seu nome associado a “origem” de Deus-Homem não é para qualquer um! E o ponto surreal da questão é que ele está lá, basicamente, como se Mateus dissesse: “Davi foi pai de Salomão, que era filho daquela mulher (lembra dela?) que um dia foi mulher do bom Urias, até que o sem noção do Davi adulterou com ela e ainda mandou matar o infeliz!”. Porque na verdade, Urias não era pra estar lá. Ele era o “ex-marido da viúva que mais tarde seria mãe de um filho de Davi”(!).

            Ser bonzinho não é para qualquer um. Porque muitas vezes isso vai significar perder aqui para ganhar lá na frente. Sofrer aqui, para viver o compromisso de ser correto. Não ter agora, para talvez nunca ter nessa vida. Mas ser bonzinho é estar mais perto de Deus. Ser bonzinho é um privilégio divino. Ser bonzinho é só para que pode!
  
Enfim, ponderem...

Não sou eu que defino o certo ou o errado, mas gosto de fazer vocês pensarem sobre isso.

Foi um prazer escrever... aceito críticas e elogios nos comentário. Principalmente elogios.

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Ósculo Santo!

domingo, 17 de maio de 2015

“VÓS, QUEM SOIS?”

Olá amigos em Cristo, blogueiros e blogados!
Eu sou o JOBS, uma sigla q reúne as iniciais do meu nome.
A minha proposta é fazer reflexões a respeito de personagens bíblicos quase nunca citados, daqueles que só quem faz Ano Bíblico consegue lembrar que existem.

A nossa inspiração será sempre: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” 

2 Timóteo 3:16

Sem mais delongas...

“VÓS, QUEM SOIS?”

Texto-Base: Atos 19:13-16 (adicional Atos 19:8-20)

Ficha pessoal

Nome: Desconhecidos - sabe-se que eram “sete filhos de (...) Ceva”
Profissão: “Exorcistas Ambulantes” (Bíblia Almeida, Revista e Atualizada)
Filiação: Ceva (sumo sacerdote) e mãe desconhecida
Nacionalidade: Israelitas
Geração: Paulo
Versículos que contam sua história: 4
Exemplo: Negativo
Contexto: Havia muita excitação na Ásia pela presença de Paulo. Além de belos discursos teológicos, e um número cada vez maior de convertidos ao “Caminho” (igreja cristã), colaborava para a fama dele inúmeros milagres que o poder do nome de Jesus realizava por seu intermédio. Alguns judeus insensatos decidiram imitar esses feitos extraordinários, mas se depararam com uma realidade simples: eles não eram quem precisavam ser para receber o que Paulo recebeu.

Moral básica
O poder de Deus só vem através de Deus. Parece obvio, mas não é tanto assim, e o cenário atual do cristianismo na verdade desmascara isso bem. Muitas pessoas que dizem “Senhor, Senhor” não estão perto o suficiente de Deus para que sua presença intimide os demônios. Pelo contrário, até mesmo os atraem, como aconteceu com os filhos de Ceva. Não podemos pressupor sermos servos de Deus só por acharmos que podemos.
           

         O filme “O Exorcista” fez muito sucesso na década de 70. O Novo Testamento tem vários casos de enfrentamento entre os demônios e os escolhidos de Deus, sejam o próprio Jesus ou seus discípulos. Sem dúvida que o lado do bem sempre prevalece quando há o poder de Deus nesse confronto, pois esse poder não pode ser subjugado por nenhum outro. A não ser em um caso específico: quando esse poder realmente não está lá.
            
         Paulo adquiriu um grande poder. Que nunca esteve realmente nele, cabe ressaltar. Era o poder de Jesus que “atravessava” a vida de Paulo, fazendo que até mesmo objetos de seu uso obtivessem a característica curativa. Uma cura física e espiritual, pois doenças e possessões demoníacas fugiam diante de meros objetos inanimados! Paulo sabia que não era ele. Não saiu por aí divulgando seu imenso poder sobrenatural. Sua aura de X-Man. Seu potencial de “Vingador”. Nem ele, nem seus lençóis, nem seus aventais sujos de farinha tinham essa capacidade anormal. Ele era a mão usada por Cristo.
            E como Paulo adquiriu isso? Eis a chave. O clímax do artigo de hoje. “Sede vós meus imitadores, como eu sou de Cristo” (I Coríntios 11:1). Aí está: Paulo era usado por aquele que ele imitava! Podemos hoje buscar meios de viver ao lado de Jesus tão proximamente como Paulo conseguiu. Inserindo Jesus na nossa vida com oração, estudo da palavra, divulgação da mensagem, uma fé sincera que cresce todo dia, no problema e na calmaria. Se tentarmos viver uma vida ao lado de Cristo, seremos capazes de ser como Paulo foi. Fazer o que Paulo fez!
            
               Tá bom, eu sei, é meio irreal para os dias de hoje. Eu entrando num hospital público lotado e oferecendo o meu travesseiro para os doentes se esfregarem pela cura. Passando a minha toalha de banho nos corpos de pessoas com problemas de possessões (sejam espirituais ou não, como viciados em drogas, por exemplo) para sua libertação. Quem sabe, passando meu terno por cima da cabeça de presos para expelir todo o mal de seus corações e fazê-los cair no chão pelo poder do Espírito Santo.... ÊPA! Peraí, até que não é tão irreal assim!
            
             Pois é, até que não é. Está acontecendo. E aí entram os Filhos de Ceva. Eles conheciam Paulo, Jesus, a verdade pregada por eles? Sim, claro. Se assim não fora, como sabiam as “palavrinhas mágicas” para expulsar os demônios que eles aprenderam? Mas o poder de Deus não é mágica barata de Mister M. Não se conquista com truques, nem se aprende do nada. É convivência com Deus, como dito anteriormente.

Muitos dizem que o nome de Jesus tem poder. Eu disse isso ali em cima. Mas é preciso entender que o nome, em si, as cinco letras, a fonética, a gramática, isso não significa nada. Jesus não é o “Abracadabra” do cristianismo. É a representação de uma fé. É o simbolismo de uma entrega de vida. O poder do homem que clama a Jesus não sai da boca, e sim do coração.

            Os demônios são maus, mas não são burros. São submissos a Deus, mas não são fracos. Fogem de Jesus, mas não de homens. E se enfrentarem fraqueza, hipocrisia, falta de fé, e mais que principalmente, ausência de Deus, eles não tem motivo nenhum para se intimidar. Eles encaram, e pior: eles vencem. E você pode acabar ferido, nu, e terminar fugindo, humilhado e derrotado.

            Mas antes de eles fazerem tudo isso, eles te fazem uma pergunta. Quem você é? Eles querem saber quem você é. Você vai responder o que? Que é um dos filhos do sumo sacerdote? Que é um cristão verdadeiro? Que é um dizimista fiel? Que é um ex-homossexual? Que é um pescador de homens para Cristo? Não diga nada disso. Não lembre nem do que você é, porque isso não vai te ajudar. Você é uma criança, assustada, frágil, mediante um inimigo muito maior do que sua máxima força poderia encarar.

            Quando ele te perguntar quem você é, diga que você não é nada. Mas aponte para o seu ladinho e diga: “Mas aquele ali é o meu Pai!”
            
Você venceu. 

Enfim, ponderem...

Não sou eu que defino o certo ou o errado, mas gosto de fazer vocês pensarem sobre isso.

Foi um prazer escrever... aceito críticas e elogios nos comentário. Principalmente elogios.

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Dentro ou Fora?

Olá amigos em Cristo, blogueiros e blogados!

Eu sou o JOBS, uma sigla q reúne as iniciais do meu nome.

A minha proposta é fazer reflexões a respeito de personagens bíblicos quase nunca citados, daqueles que só quem faz Ano Bíblico consegue lembrar que existem.

A nossa inspiração será sempre: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” 
2 Timóteo 3:16


Sem mais delongas...
DENTRO OU FORA?

Ficha pessoal

Nome: Jeroboão
Profissão: Administrador, militar e rei
Filiação: Nebate e Zerua
Nacionalidade: Israelita da tribo de Efraim
Geração: Salomão
Versículos que contam sua história: 61
Exemplo: Negativo
Contexto: Salomão havia se corrompido espiritualmente, e o povo de Deus precisava de um novo líder, alinhado cos princípios divinos. Deus viu em Jeroboão o homem certo, e o que era necessário se convergiu para que ele assumisse o poder real de dez das doze tribos de Israel. Mas num caso de poder que subiu a cabeça, ele passa a desprezar o Deus que o abençoou. A partir disso, passa a demonstrar uma bipolaridade espiritual.

Moral básica
Dizem que se quisermos conhecer alguém, devemos dar a ele poder, e assim observar o que se fará com ele. Jeroboão foi um homem que lutou por justiça, mas que se perdeu na vida quando chegou ao máximo que poderia alcançar. A outra lição mais clara que Jeroboão nos ensina é a sua constante espiritualidade superficial. Pois sempre que tinha necessidade de um milagre, recorria a Deus, abandonando-o logo em seguida, quando era atendido.

    Jeroboão era um desses caras que era funcionário do mês. Um desses caras que chega primeiro na igreja, senta no primeiro banco, e confere se o culto está sendo feito certinho. Um desses caras que são síndicos dos seus condomínios, e impõe o respeito em toda a vizinhança. E fazia isso tudo enquanto Salomão vivia uma crise estilo “celebridade sem controle”. Mulheres, bebida, idolatria. Jeroboão seria um desses caras que iria para a Av. Paulista com um cartaz de “Fora Salomão”. E Deus via isso. 

Aí um belo dia ele recebe uma notícia chocante de um homem de Deus: Jeroboão seria elevado a posição de Rei! Mesmo sem ser filho ou parente de Salomão. Aliás, essa notícia, essa benção miraculosa vira algo público, e ele tem de fugir para o Egito, pois em seu desespero final, Salomão tenta matá-lo. Mas passando algum tempo, quem morre é o rei.

No momento da sucessão real, Jeroboão ressurge como um grande líder popular. As pessoas tinham reivindicações ao novo rei, Roboão, filho de Salomão. Jeroboão devia estar se perguntando se agora era a hora dele cumprir com as profecias, mas foi humilde, e esperou as profecias com fé, sem tentar alterar o cenário a força. Ele ainda era o homem em que Deus confiava para substituir a Davi como rei amigo de Deus. 

E eis que o povo se rebela, e então quase 90% das tribos dão as costas para o filho de Salomão e condecoram Jeroboão seu líder monárquico. Que honra! É chegado o grande momento! E qual é a primeira coisa que Jeroboão faz com o poder? Agarra-se a ele com tanta força que esquece o Deus que lhe confiou a benção! Com medo do povo abandoná-lo (mas eles tinham acabado de escolhê-lo!), ele falsifica completamente o sistema de adoração a Deus, joga o povo numa idolatria que nem aquele rei corrupto que ele devia substituir (justamente por isso) havia feito. Deus não mais importava. Seu poder sim.

E quão próximo da nossa realidade isso é? Quão igual a Jeroboão muitos de nós fazemos hoje? Não abrindo mão das coisas terrenas, mas sim do Deus todo poderoso, que nos proporcionou essas mesmas coisas terrenas que temos! Não estou falando de ricos e poderosos, pois até mendigos podem ser egoísta a ponto de amar mais o quase nada que tem do que a Jesus. Reflita um minuto que seja sobre o que é mais importante que Deus para você hoje. 
Já refletiu? Não vá ao próximo parágrafo antes disso.

E Jeroboão também ilustra outro “crime espiritual” muito comum nos tempos atuais. A espiritualidade “tá fundo, tá raso”. Ele foi alertado por Deus sobre o que estava fazendo errado por um profeta, que por falar a verdade, recebeu a punição do rei de ser preso. Mas a mão do rei que apontou o homem de Deus, foi imediatamente imobilizada por punição divina. E a quem o rei recorre? A Deus! Que Deus? O Deus que ele decidiu ignorar e desautorizar perante o seu reino. Como assim?

E isso acontece de novo mais para frente, quando seu filho fica doente, e ele não pensa em outro nome para socorrê-lo além do profeta de Deus que lhes contou, muitos anos atrás, quando ele era um cristão sincero, que ele um dia seria rei. Jeroboão exemplifica o cristão interessado em milagres, em bênçãos instantâneas, sem nenhum tipo de compromisso com Deus, e pior ainda: sem nenhuma sinceridade em seu arrependimento. De que vale ser cristão assim? Nada, evidente.

Jeroboão é um exemplo extremamente negativo de tudo que uma pessoa pode fazer para se “desgraçar totalmente” (I Reis 13:34) aos olhos de Deus. De como não devemos jogar fora as bênçãos tão especialmente concedidas por Ele. Existe um plano maravilhoso para nossa vida, separado por Deus para que sejamos bênçãos para nós e para as pessoas ao redor. Não faça como Jeroboão ao descobrir e viver esse plano.

Enfim, ponderem...

Não sou eu que defino o certo ou o errado, mas gosto de fazer pensarem sobre isso.

Aceito críticas e elogios nos comentário. Principalmente elogios.

QUE DEUS ABENÇOE A CADA UM DE VOCÊS QUE CHEGARAM ATÉ AQUI.

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Ósculo Santo!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sorte ou Azar?

Olá amigos em Cristo, blogueiros e blogados!

Eu sou o JOBS, uma sigla q reúne as iniciais do meu nome.

A minha proposta é fazer reflexões a respeito de personagens bíblicos quase nunca citados, daqueles que só quem faz Ano Bíblico consegue lembrar que existem.

A nossa inspiração será sempre: 
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” 
2 Timóteo 3:16



Sem mais delongas...

SORTE OU AZAR?
Texto-Base: Lucas 13:1-5 

Ficha pessoal

Nome: Desconhecido (Por isso chamados “Os 18 de Siloé”)
Profissão: Desconhecido

Filiação: Desconhecida
Nacionalidade: Desconhecida

Geração: Jesus
Versículos que contam sua história: 5
Exemplo: “Positivo”
Contexto: Na época de Jesus, os judeus não acreditavam em sorte ou azar. Acreditavam em punição. Se você fosse cego, só havia uma dúvida: ou você, ou seus pais tinham pecado, e por isso você tinha essa deficiência. Não era uma questão de acaso, era uma questão de punição. E é assim que funciona? Jesus questiona esse pensamento ao lembrar de um grupo (azarado? Isso existe?) de 18 homens que morreram ao cair uma torre bem em cima deles, num local chamado Siloé. 

Moral básica: 
Então, amigo crente, existe sorte? Existe azar? Por que morreram esses dezoito e o resto de Jerusalém sobreviveu? Que culpa eles tinham a mais que os outros? A despeito dos que muitos de nós pensamos, quando uma tragédia acontece, as pessoas que sofrem não são as vítimas injustiçadas de Deus. Na verdade, quando uma tragédia acontece, é o momento em que nós, sobreviventes dela, devemos estar gratos a Deus pelo dom da vida mais uma vez, porque em virtude de nossa condição de pecadores nós somos SIM tão merecedores de passar por aquela tragédia quanto os que “por acaso” passaram.

            Polêmica! Adoro. E hoje o artigo será polêmico. Porque já vi muitas opiniões contrárias a minha interpretação bíblica sobre o assunto a seguir. Talvez nunca antes seja tão necessário você ler o texto até o final, especialmente minhas últimas palavras, que sempre tentam encerrar as controvérsias de forma política. Vou ser direto: sob minha ótica, existe sim sorte e azar. Não estou me baseando apenas em Eclesiastes 9:11 (sempre vai ter um nerd levita que perguntará “Baseado em que texto da Bíblia!”) Estou interpretando o texto original bíblico declarado por Jesus em Lucas 13.
            
            Mas o nosso Deus não é Todo-Poderoso e Justo? O Alfa, o Ômega, o Começo e o Fim? Não sabe a quantidade de cabelos da minha cabeça? Não sabe meu futuro, lê meu coração, vai a frente nos meus caminhos, muda o mundo todo para o bem daqueles que crêem, faz os planos da minha vida sem que nem eu saiba? Sim, é. Mesmo assim, existe espaço no mundo para a sorte e o azar. O chamado acaso. Deus tem um poder ilimitado, mas não controla o mundo de forma tão manipuladora a ponto de não dar brechas para que coisas ruins aconteçam com gente boa, e coisas boas aconteçam com gente ruim.
            
              Se numa tragédia como a de Siloé morre traficante e também uma freira, se no World Trade Center morre adúltero e também um órfão, se no Hospital do Câncer tem político corrupto e também bebê recém-nascido, então, ora bolas, todo mundo tem o direito de ter azar. E por conseqüência sorte, em exemplos mais felizes. Havia um erro de visão na época de Jesus, em que se algo acontecia na sua vida, era resposta imediata e drástica de Deus para o seu comportamento (ou da sua família). Você é rico, sinal que você é bom. Você é doente, sinal que você é mal. Ainda cometemos esse erro hoje?
            
             
Olha o que Jesus fala nos versos 3 e 5 de Lucas 15, comentando sobre gente que era mal falada unicamente por ter tido uma morte aparentemente feia, o que lhes dava a entender que era uma punição sofrida (e merecida!): “Eu lhes digo que não (os que morreram não eram mais pecadores do que os que perguntaram)! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão”. Isso significa que estamos TODOS no mesmo saco. O saco da podridão do pecado! Não pense que as pessoas que sofrem merecem o sofrimento. Na verdade, TODOS NÓS MERECEMOS! Só que os que não sofrem ali, sofrem aqui, ou acolá, e mesmo que passe a vida toda sem sofrer, parabéns meu filho, você deu “sorte”, mas você também merecia tudo aquilo.
            
              Lembre-se disso da próxima vez que um ateu desconhecedor da condição de pecador e carente da graça e o dom da vida em Jesus afirmar "Se Deus existisse as criancinhas não ficariam doentes! A fome não existiria na África! A Dilma não seria presidente do Brasil!”. Calma, queridos. Todas as coisas ruins acontecem porque nós merecemos. Não mais, nem menos que ninguém. Algumas vão nos atingir, outras não. Temos alguma proteção de Deus, mas também temos aflições, vide João 16:33
            

               Aqui na Terra, lugar do Príncipe Satanás (João 14:30), mas do muito mais poderoso Rei dos Reis e Senhor dos Senhores Jesus, esse conflito cósmico vai fazer muitas vítimas, todos os dias, incluindo eu e você. Escapar das balas desse tiroteio também depende do acaso, pois merecer todos, sem distinção, merecem. Mas a justiça de Deus é maior que o acaso. Ele vê, Ele anota, Ele sabe. E como Jesus afirma em Lucas13:5, aqueles que se arrependem do seu mal, que buscam viver o bem, com certeza escaparão da morte eterna no futuro, e viverão para sempre no Paraíso. Não mais dependerão da sorte da Terra, que também é a graça dos Céus. E quantos dos 18 de Siloé você vai encontrar por lá?
           
Enfim, ponderem...

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sexta-feira, 13 de março de 2015

5° Mandamento

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” 
2 Timóteo 3:16


5° MANDAMENTO

Texto-Base : I Samuel 1-4, em especial 2:12-25 e 3:12 e 13 

Ficha pessoal

Nome: Eli
Profissão: Sumo Sacerdote
Filiação: Linhagem direta de Arão
Nacionalidade: Israelita
Geração: Pré-Samuel
Versículos que contam sua história: 107, aproximadamente (I Samuel 1-4)
Exemplo: Negativo
Contexto: Em tempos sem rei, e em épocas sem juízes (líderes político-militares-judiciários comuns àquela sociedade), o sumo sacerdote era, sem dúvida, a figura pública mais importante de Israel. A despeito disso, Eli não é avaliado na Bíblia, nem sequer por um versículo, como sacerdote. Apenas como pai. E sua falha nesse papel, é um exemplo para todos nós até hoje.


Moral básica: 
Algumas pessoas dizem que a função mais importante nas múltiplas vidas de uma mulher é ser mãe. Ser pai não deve ser muito diferente. Na curta lista de 10 mandamentos, Deus destinou um exclusivamente para honrar a relação familiar de pais e filhos. Se analisarmos com mais profundidade, Deus assim honrou a função de ser pai e mãe, trazendo com esse conceito uma séria noção de responsabilidade. Ser pai e ser mãe é ter a incumbência que Deus tem para com o mundo todo dentro da sua casa.

          Carlos Massa. Conhece esse nome? O apresentador do “Programa do Ratinho”. Seu apelido dá nome ao próprio programa. Estranho comentar sobre ele aqui, não? Mas foi ele que disse o seguinte: “Você quer que seus filhos sejam pessoas de bem? Criem eles na igreja”. Vindo dele e dos valores que vimos às vezes no programa dele parece engraçado. Mas não é que ajudaria? Quantos ladrões de hoje não seriam pastores? Quantas traficantes não seriam cantores gospel? Quantos perdidos não estariam nos caminhos de Deus?
            
            Mas é a isso que se resume a função de um bom pai e mãe cristãos? Trazer as crianças para igreja e deixar que o Espírito Santo os eduque diretamente? Eli entra na Bíblia já velho. E dando mancada. Precipitado e preconceituoso, ele ofende a pobre Ana, que orava angustiada, considerando-a uma bêbada, sem ao menos oferecer a chance dela se explicar. Ainda displicente, mais tarde demoraria a perceber a presença de Deus ao seu lado, ao falar com Samuel. E totalmente omisso, ouviu calado e sem resposta as profecias do homem que Deus lhe enviara. Seu pecado mais grave, porém, estava na descendência.
            
          Não sei onde foi a falha. Faltou dizer não? Repreender com a vara? Inversamente, houve muita rigidez religiosa? Não houve ponderação ao se tratar duas crianças, e se criou nelas uma “raiva de igreja”, tão comum hoje em dia entre vários e vários filhos de líderes religiosos que convertem milhares e vêem seus filhos no “mundo”? Eli não foi um pai responsável. Seus dois filhos eram sacerdotes também, e faziam diversas coisas erradas, na frente de todo o povo. Ele ainda era pai, mesmo que de adultos. E ainda era Sumo Sacerdote, mesmo que eles fossem também sacerdotes. Ele podia, e devia, afastar seus filhos das suas funções no Templo do Senhor. Não o fez. Repreendeu sim, mas foram ameaças vãs. Não teve coragem de tomar atitudes na velhice, provavelmente porque nunca tivesse tido, nos muitos anos anteriores, enquanto via seus filhos irem por caminhos errados.
            
            Eu sei. Eu tenho 26 anos, e não sou pai. Nem casado eu sou ainda. Posso queimar a língua nesse assunto. Mas Eli já me ajudou com seu exemplo. Exemplo do que não ser. No momento final da vida ele pareceu se importar com as coisas de Deus. Morreu por causa da notícia que a Arca foi roubada. Caiu da cadeira e quebrou o pescoço. Mas é impressionante. Morreu por causa da notícia que a arca foi roubada. Não pela notícia que seus dois filhos tinham morrido na batalha.
            
           

        Por sorte, lá no Céu temos um Pai que exerce sua função bem melhor que Eli. Lembre-se de quem eram, e do que aconteceu com Hofni e Finéias (filhos de Eli) da próxima vez que sentir que Deus está te castigando. Ele estaria ele te disciplinando? Estaria ele mais triste ainda que você pelo seu problema? Estaria ele disposto a te ajudar, e a te tornar uma pessoa melhor? Com certeza. Confie no seu Pai perfeito, e seja o melhor filho possível.
           
Enfim, ponderem...

Não sou eu que defino o certo ou o errado, mas gosto de fazer vocês pensarem sobre isso.

Foi um prazer escrever... aceito críticas e elogios nos comentário. Principalmente elogios.

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Ósculo Santo!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Jesus, o Assustador

Olá amigos em Cristo, blogueiros e blogados!

Eu sou o JOBS, uma sigla q reúne as iniciais do meu nome. 

A minha proposta é fazer reflexões a respeito de personagens bíblicos quase nunca citados, daqueles que só quem faz Ano Bíblico (aliás, já começou o seu? Ainda dá tempo!) consegue lembrar que existem.

A nossa inspiração será sempre: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” 
2 Timóteo 3:16

Sem mais delongas...

JESUS, O ASSUSTADOR

Texto-Base : Atos 23:26 a 24:27 (especialmente Atos 24:22-27

Ficha pessoal

Nome: Félix, o Governador

Filiação: Desconhecida
Nacionalidade: Romana
Geração: Paulo de Tarso
Versículos que contam sua história: 37
Exemplo: Negativo
Contexto: Politicamente, Félix era uma espécie de gerente do Império Romano para a região onde viviam os judeus. Governador e juiz, ele era responsável para não deixar o “circo pegar fogo” com qualquer problema que aparecesse. E um problema estava crescendo cada vez mais: conflito “religioso” entre os judeus, a fé tradicional, e o cristianismo, recém surgido. Agora ele estava no meio daquilo, com seu coração petrificado para a fé.

Moral básica: 
Certa vez um grande amigo meu pegou um folheto que tinha como título: “Jesus está voltando”. Ele largou o folheto assustado, e me disse: “Parece uma ameaça!” Medo. Por que algumas pessoas têm medo de Jesus? Félix representa um grupo de pessoas que decide viver a margem de Cristo por medo do que ele representa. Do que ele pode fazer com a sua vida. Das mudanças que ele causa no coração que se abre para ele. E você? Já teve medo de Jesus? 
Quando você começa a trabalhar no Mc’Donald você espera o mais rápido possível sair do fogão fedido de óleo e ser promovido para algo melhor. De preferência, num bairro melhor. Acho que se você fosse governador de uma província Romana do Século I também era assim. Felix foi escolhido para ser governador com poderes supremos da região de Israel. Não era um lugar promissor no Império. Mas pelo menos ele tinha conhecimento de causa. Casou com uma judia, Drusila (Atos 24:24) ele com certeza aprendeu muito sobre a religião dos judeus. E consequentemente aprendeu o grande valor de identidade nacional contido no judaísmo.

Eis que um belo dia setenta cavaleiros surgem trazendo um mísero homem. “Vai ser um dia cheio”, ele pensou. Mas logo viu que era mais só um caso de problema religioso, ao ler a carta de Cláudio Lísias, e deixou claro seu desprezo. Os acusadores vieram, bajularam hipocritamente o governador como puderam (nada que Félix não estivesse acostumado) e acusaram Paulo ao máximo. Por sua vez, ele se defendeu de maneira muito inteligente, mais preocupado em apontar os erros do processo a falar de si próprio. Félix parecia desinteressado na coisa toda.

Bom, só que Felix estava por dentro do Caminho (nome que se deu por algum tempo a igreja insurgente que pregava sobre Jesus). Os últimos sete versículos guardam o melhor da biografia bíblica de Felix. Ele trata Paulo com muito carinho, dando grande liberdade a um prisioneiro em custódia. E mais: procura-o para ouvir sobre a sua pregação! O Império Romano tinha um sistema religioso muito distinto, que só se aproximou do cristianismo três séculos depois, mas Félix quase foi o vanguardista, se convertendo a Jesus Cristo! Quase, só faltou um detalhe: medo.

Engraçado: o que faz uma pessoa se vestir de capeta no carnaval tranquilamente, mas ficar com nervos a flor da pele quando um Testemunha de Jeová bate na sua porta? Porque temos medo do que pode nos mudar. O diabo não assusta o não crente porque ele não representa nada, mas Jesus representa uma mudança drástica em sua vida. Ele vê os crentes muito diferentes deles, em especial, ele vê os cristãos como pessoas que acima de tudo não praticam nada daquilo que eles pensam que é o mais essencial na vida deles na incessante busca para a felicidade. Você não teria medo de se jogar numa vida nova em que tudo que você mais gosta vai parecer errado? Você não teria medo de se aventurar em algo que vai fazer tudo que parece bom para você se tornar ruim?

Parecia que o discurso de Paulo caia muito bem aos ouvidos de Félix, e é claro que tinha que cair, estava se falando do Amor, da Paz, da Salvação, da FELICIDADE! Mas todas essas coisas boas eram na verdade Jesus, e esse nome traz consigo uma vida correta, princípios retos, e uma grande decisão: se entregar a Jesus antes que ele volte (ou você morra!). Essa é a hora do “Deixa, depois eu vejo isso, por hoje não tem nada a ver”. 

Félix é muito século XXI. Félix é igualzinho a milhares e milhares de jovens que todos os dias ouvem um pouquinho sobre Jesus, acham legal a parte do ser generoso, compreensível, ajudar o próximo, paz, amor, ir para o céu e tal. Mas envolvimento? Entrega? Mudança de hábitos? Arriscado demais. Cada um no seu quadrado.

Félix também queria dinheiro de Paulo. Viu que ele trouxe dinheiro para Jerusalém (Atos 24:17), e queria o dele. Político, né... Frustrado, preferiu agradar aos judeus e deixar Paulo preso por dois anos, até ser promovido para outra filial do Mc’Donalds. 

Félix teve medo e desperdiçou algo inestimável: amar a Jesus. Amar a Jesus é o máximo de cristianismo. É reconhecer que agradar Jesus com nossa vida é algo natural como agradar uma mãe que te ama e te trata bem desde antes de você nascer. É tão fácil, tão óbvio, tão gratificante e necessário. Ah, como tem gente que se perde nesse mundo por esse medo tão grande de Jesus, o assustador...
Enfim, ponderem...

Não sou eu que defino o certo ou o errado, mas gosto de fazer vocês pensarem sobre isso.

Foi um prazer escrever... aceito críticas e elogios nos comentário. Principalmente elogios.

QUE DEUS ABENÇOE A CADA UM DE VOCÊS QUE CHEGARAM ATÉ AQUI.

Volto em 15 dias, com mais um Ilustre Desconhecido.
Ósculo Santo!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Príncipe ou Cão Morto?

Olá amigos em Cristo, blogueiros e blogados!

Eu sou o JOBS, uma sigla q reúne as iniciais do meu nome.

A minha proposta é fazer reflexões a respeito de personagens bíblicos quase nunca citados, daqueles que só quem faz Ano Bíblico (aliás, já começou o seu? Ainda dá tempo!) consegue lembrar que existem.

A nossa inspiração será sempre: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” 
2 Timóteo 3:16

Sem mais delongas...

PRÍNCIPE OU CÃO MORTO?


Ficha pessoal

Nome: Mefibosete
Filiação: Jônatas, filho de Saul
Nacionalidade: Israelita
Geração: Davi
Versículos que contam sua história: 32
Exemplo: Positivo
Contexto: Mefibosete nasceu para ser rei, mas com cinco anos sua vida foi destruída. Ele era deficiente, miserável, e esquecido. Sua vida era uma ameaça, pois novos reis, como Davi, costumavam matar todos os homens da família do antigo rei, e Mefibosete era justamente o último parente vivo de Saul. Mas mesmo quando surgiu graça na vida de Mefibosete, a sua vida foi cercada de traições.

Moral básica: 
Deus tem um plano para cada vida, e esse plano está repleto de bênçãos. Além disso, a gratidão é um dos sentimentos mais nobres para um servo de Deus.

Então imagina o seguinte. Por toda a sua vida você não foi ninguém. Deficiente físico numa época sem cadeira de rodas, você (não) anda por aí se rastejando. Literalmente. Sua família toda morreu na sua infância, você mal os conheceu. Pior que isso. Você é uma ameaça. Todo mundo sabe que o rei quer te matar. Você é neto do antigo rei, uma perfeita metáfora de rebelião. Você está numa draga, mas vai levando, quietinho, afinal, não tem como piorar.
            
Mas tinha. Acharam você. Levaram-te até o rei. Era o dia da vingança. Era o dia que você ia ser morto. Bom, até que não seria tão ruim. Você já se sentia morto há muito tempo. Nunca teve vida. Nunca foi um ser humano. Era um “cão morto” (IISamuel 9:8). Mas aí a vida sorri para você. Ou seria Davi que sorriu? Ou seria Deus? Acontece que Davi amava seu pai. Ele queria fazer bem para ele, e para você, filho dele, único traço vivo da amizade que eles tinham (comprove isso em I Samuel 20:12-17). Davi estende seu favor a você, e agora você é príncipe de novo! Como era até os seus cinco anos. Mora com o rei. E tem até uma família de empregados para te ajudar. Só que aí entra outro personagem central da história, um outro Ilustre Desconhecido, de caráter muito diferente.


Ziba. Foi ele que avisou ao rei onde estava você. Mas antes de você agradecer essa atitude que transformou a sua vida, vamos voltar ao contexto em que, até Davi e seu coração bom e grato, todo rei que procurava a família do rei anterior era para matá-los! Ziba podia até não desejar ver você morto, mas sabia que essa era a tendência. Só que a situação dele ficou pior ainda depois que Davi concedeu tantas coisas a você. Ziba era um homem bem-sucedido. Tinha 15 filhos (mesmo sem benefícios sociais do governo, isso era um tremendo status à época) e já era um bem sucedido empresário com 20 empregados. Resultado da benção que Davi te deu? Todas essas 36 pessoas se tornaram servos do cão morto! Pura humilhação e rebaixamento, eles pensaram.
            
Mas não acabou. Lendo os capítulos 14 e 15 do livro de II Samuel, você vê que Davi fugiu de seu filho rebelado, e perdeu o status de rei. E quando agora é Davi que está em crise, quem aparece para ajudar? Hein? Quem? NÃO É VOCÊ! Você sumiu. É o Ziba que vem todo pimpão com jumentos e jumentos de presentes. Inclusive, ele ainda avisa a Davi que você ficou no palácio, de boa, pensando que no fim da revolta contra ele, você seria chamado para ser o novo rei, numa atitude cruelmente ingrata. Davi não teve escolha: decidiu tirar tudo que te deu e dar para Ziba!
            
Só que não era bem assim. E o final da história de Mefibosete (você, no caso) na Bíblia mostra quem realmente ele era. E como a gratidão dele foi correspondente a de Davi por ele. Ao voltar triunfante como novo velho rei de Israel, Davi se depara com um homem de volta ao status de cão morto. Sujo, desleixado com a aparência, com roupas rasgadas, um mendigo em protesto. Uma metáfora humana. E explica a sua versão: em vez de abandonar o rei e buscar usurpá-lo, ele queria estar do lado dele. Sua condição física o impediu, e foi traído por Ziba, que ficou com todos os méritos.
            
E aí vem o último “tchan” da história. Davi sabe que a versão de Mefibosete é mais verossímil que a de Ziba, mas sabe como é: uma palavra contra a outra. Então decide: “Metade para cada um!”. E nessa hora Mefibosete mostra seu caráter. Ele abre mão de tudo, pois quer deixar bem claro que o que ele realmente quer não é o benefício do rei, e sim ver Davi vivo e bem. Bacana. A propósito, essa história final é idêntica aquela situação das “duas mães” de Salomão. Já tinha percebido?
            
Nós somos Mefibosetes também. Caímos lá no começo, quando permitimos que o pecado entrasse no mundo. Estávamos numa situação deplorável. Esperando muito pouco além da morte. Mas o grande Rei nos chama. Ele quer dar algo que não merecemos. Que nem sequer sonhamos. E pode ser que mesmo depois de entrarmos no banquete do Rei passemos por situações difíceis. Sejamos traídos, por exemplo, fiquemos de volta a situações de muita aflição. Mas o Rei vai voltar. E ele vai nos recompensar. Se tivermos gratidão por ele, como ele teve por nós.


Enfim, ponderem...

Não sou eu que defino o certo ou o errado, mas gosto de fazer vocês pensarem sobre isso.

Foi um prazer escrever... aceito críticas e elogios nos comentário. Principalmente elogios.

QUE DEUS ABENÇOE A CADA UM DE VOCÊS QUE CHEGARAM ATÉ AQUI.

Volto em 15 dias, com mais um Ilustre Desconhecido.
Ósculo Santo!